quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Desencontrada...


Ando desencontrada de mim própria. Às vezes não sei para onde quero ir, ou até acho que sei mas uma força inexplicável leva-me na direcção oposta, oscilo entre caminhos contrários num corridinho para a frente e para trás. A verdade é que com esta lenga-lenga não saio do mesmo lugar.

Algumas vantagens da nova tecnologia ao serviço da mulher:


Inspiração durante conversa via msn com amiga casada, com 2 filhos, sózinha em casa à meia noite porque terça feira é o dia do marido ir jogas futebol...
Vantagens em ter um vibrador em vez de um marido:
a) O vibrador não vai jogar futebol
b) O vibrador não é ciumento, pocessivo, não exige exclusividade...
c) O vibrador é arrumado na gaveta quando não precisamos dele
d) O vibrador não ressona, não come, não emite odores, não reclama da comida, não ocupa espaço na cama, não pinga o tampo da sanita, não deixa pelos na pia, não mexe no comando da tv, não ocupa espaço no armário, não se queixa das contas, do tempo ao telefone, da falta de atenção, da desarrumação da casa, da comida "light", da falta de depilação...
e) O vibrador está sempre "pronto" para nos satisfazer, não precisa de pausa entre as sessões, não suja, não transmite doenças e não nos engravida. Quando não queremos tb não resmunga, não precisamos dizer que nos doi a cabeça, nem de fingir um orgasmo.
f) O Vibrador é fiel... em caso de duvida sobre mais utilizadores podemos trancá-lo na gaveta...
g) O Vibrador não diz disparates, não tem amigos chatos, não escolhe o filme do cinema, nem nos leva a comer pão num sábado à noite...
Se o pusermos em frente à televisão, falarmos com ele de vez em quando sem nos importarmos de não ter resposta, pedirmos ajuda para as tarefas domésticas, teremos algo muito parecido com um marido...
(que me desculpem as recém-casadas pela visão negra... pelo sim pelo não, que tal fashion como o da foto, que tb deve dar musica?)

Relato de um jogo de xadrês:


A rainha branca mal teve uma aberta avançou confiante, pois é a peça com maior mobilidade... pode avançar por todo o tabuleiro, para todos os lados. Deixou para trás o seu rei branco, rodeado pelos burros, pois apesar da fama, de ser a peça mais cobiçada e de poder andar para todos os paços, só dá um passinho de cada vez... ou seja... tem os horizontes mais pequenos e demora mais a atingir os objectivos. Lá vai a nossa rainha, comendo os peões mais interessantes, atropelando os bispos moralistas, montando os cavalos mais fogosos e aventurando-se pelas torres mais altas. Chega ao destino, vê o rei preto, tão parecido com o seu reizinho branco, mas tão oposto também e "xeque-mate"... Lá o come... o outro continua do outro lado do tabuleiro... ela nem olha para trás... End of the game...

A vida devia ser assim tão cor-de-rosa...

Está encerrada a sessão!


Está encerrada a sessão... martelada da mesa e já está. Não resulta? Martelada na cabeça para ver se a sessão encerra de vez e podemos passar ao caso seguinte... Há por aí alguém que me dê uma martelada na cabela? Obrigada!

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Resoluções

Sempre adorei resoluções de ano novo e este ano pela primeira vez não fiz nenhuma que não pudesse cumprir. Havia anos até que me referia ao meu "novo eu". Que vontade de mudar o que estava errado, ou que eu achava que estava errado em mim. 31 anos para perceber que sou como sou e que afinal, não sou assim tão má!

domingo, 11 de Janeiro de 2009

Cada vez percebo mais os homens... e menos as mulheres...


Tenho tido ultimamente uma ideia fixa: estou a tornar-me num homem... (em termos de personalidade, claro, pois continuo a ir à depilação, não coço as partes intimas em publico nem escarro para o chão... muito menos faço chichi de pé...) mas sim a adquirir alguns dos hábitos relacionais deles... assim estou a tornar-me num homem daqueles que as mulheres habitualmente se queixam. Agora começo a perceber melhor as atitudes deles e a usa-las. Empatizo com as suas razões. Advém daqui outra duvida: será que isto sinifica que eles estão a ficar mais como nós (ou seja, versão chata e lamecha das mulheres?)


Passo a especificar o que mais me irrita nesta classe de "homens-versão-chata-das-mulheres":


a) lá por termos passado uns bons momentos ontem à noite, não significa que me mandes 10 sms no dia seguinte a dizer que foi bom


b) "liga-me" não significa: "liga-me todos os dias várias vezes sem qualquer assunto importante"


c) quando digo que "não me quero envolver em nenhuma relação séria" (comentário este a que acedeste e concordaste) não significa que tenhamos de estar juntos todos os momentos livres, que me perguntes onde estive e com quem, que faças cenas de ciumes nem (novamente) que estejamos em contacto 24 horas por dia através dos vários instrumentos técnológicos. ok... tb não significa que os encontros sejam unicamente para sexo... que "básico!"


d) quando arranjo várias desculpas esfarrapadas para escapar aos teus convites, isto deve fazer algum "clique" na tua cabeça... assim como quando não respondo aos sms, mails, telefonemas, etc.


e) vocabulário como "fofinha", "dorme bem minha bela adormecida", "xau... adeus... sonha comigo... beijos... onde quiseres, hihihi...", "posso ir aí ver-te da varanda?", etc. dá vómitos!


f) para um primeiro encontro uma proposta de alugarmos um filme, irmos buscar um hamburguer e ficamos em casa é de fugir!!!! (para isto estava casada!) assim como ir qualquer coisa à base de pão!!


g) e por fim, aquela regra básica que toda a "mulher" devia estar a contar: sexo não significa que vamos ficar juntos para sempre...



Como para bom entendedor a palavra inteira parece não bastar: não atendo os telemóveis, não respondo às mensagens e dei uma "seca" sexta-feira... não se pode com estas gajas!!

quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Ambivalência Natalícia

Ainda não cheguei a uma conclusão sobre o meu estado de espírito este Natal... começo a ficar farta dele e ele ainda mal começou... ando entusiasmada, mas desejando que passe rápido... cheia de planos, mas cansada antes de comecá-los... decidi investigar e perguntei a todos os meus pacientes estes últimos dias como se sentiam nesta quadra. Conclusão: parece que o Natal tem um efeito amplificador. Isto é: quando as pessoas estão bem (casos raros na consulta de psicologia), ou seja, com namorados novos, filhos novos, viagens planeadas, etc. o Natal aumenta o entusiasmo. Quando as pessoas estão mal (nem vale a pena exemplificar os 1001 motivos) o Natal parece também aumentar este mal estar. Acabei por concluir nesta minha pesquisa que o Natal é uma época terrível para um grande número de pessoas, vivido como uma autêntica odisseia cujo objectivo é chegar de pé ao final.

Ando assim, ambivalente...

terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

A arte do desapego

Tenho vindo a ensaiar a arte do desapego. Às vezes tenho conseguido mas muitas vezes não. Ando agora a tentar inverter essa tendência.
A arte do desapego pode ser relativamente a objectos (aqueles sapatos, aquela carteira, aquela jóia, aquela mobília), pode ser relativamente a pessoas (a pessoa amada, mas aqui acho que um bom apego bate aos pontos qualquer desapego) ou ainda relativamente a conceitos. Esta última a menos fácil de entender, é, claro, aquela a que me refiro.
Exemplifico: sempre gostei de ler e sempre partilhei as minhas sugestões de leitura. Exercício concluído com sucesso (se bem que me apego um pouco ao conceito quando tentam ter comigo a conversa do "já li imenso, sei imenso sobre livros" curiosamente utilizando como base do conhecimento os livros que eu própria sugeri). Um outro exemplo são os objectos por vezes mais originais que tenho e uso que mesmo sendo objectos são na verdade fruto de um conceito. Quando estou em casa com o mac no colo viajo por lojas on-line, vintage houses, fashion blogs, etc e daí vou recolhendo ideias ou mesmo encomendando certas peças que me constroem como "eu" sou. Exercício concluído com sucesso pois eu acabo sempre por revelar as minhas fontes, sugerindo a todos os que me rodeiam os locais virtuais por onde passo sabendo à partida que a sua tarefa será incrivelmente mais simples do que aquela que eu tive. Terceiro e último exemplo do exercício menos bem conseguido: os meus conceitos de vida. Acabei por dar em conversas dicas da vida como eu queria que ela fosse. Para mim. "A minha casa de sonho era aquela", "A minha jóia de sonho era aquela", "Quando tiver tal idade imagino-me assim e assado". E custa-me ver que uma outra pessoa vive essa vida que era a minha vida. Pior, que eu constantemente me sinta usada para dar mais dicas sobre o que podem fazer, comprar e surpreender um ao outro.
Primeiro aprendi a boa arte de dizer não. Agora ensaio a arte do desapego.

segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Ex...


Haverá algum indicador fidedigno que nos diga que um "ex" foi realmente "à vida"? morto, enterrado, passado? será que é possivel que ele fique 100% enterrado, ou seja, que todas as feridas fiquem cicatrizadas, que nos passe a ser indiferente e a não conseguir de forma alguma importunar o nosso estado de espírito? será que algum dia ultrapassamos as perguntas que ficaram sem respostas, a mágoa das palavras ditas e das palavras que ficámos à espera e não foram ditas? a curiosidade de sabermos que lugar ocupamos na vida do outro? a nostalgia dos bons momentos e a saudade? a dúvida de se as coisas podiam ter sido diferentes? será que todos nós estamos equipados com um chip de masoquismo que por vezes é accionado e ficamos a pensar se apesar de tudo estar mal acompanhado não é melhor que ficar só?

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Ainda o amor e as relações

Reconheço que as relações humanas me intrigam de sobremaneira. Gosto de observar e estudar as pessoas, apesar de não ser a psicóloga cá do sítio. Cada vez mais me sinto capaz de descortinar por detrás de determinadas personalidades e, felizmente, cada vez mais me sinto imune a determinadas atitudes. Sempre me senti rodeada de pessoas que julgavam demasiado. Claro que não falo de uma piada esporádica mesmo que com alguma ponta de maldade. Acho que há pessoas que adoptam como estratégia distrair de si mesmo, posicionando a atenção nos outros.
Quem nunca ouviu um "és sempre assim" que levante o braço.Ninguém? Bem me parecia. Mas sabem o que acho? Não sei se pense que a maioria delas acha mesmo que a razão tem apenas um lado: o delas, ou se lá no fundo, naqueles momentos de solidão e introspecção reconhecem para si mesmas que elas também têm defeitos. Sim, porque a maioria das vezes fulminam-nos com um "eu também tenho defeitos, credo, claro, ninguém é perfeito mas é que esse teu defeito...".
Pois então aqui fica, aos 4 ventos, espalhadinho no maior meio de propagação informativo da actualidade: estou a marimbar-me para a vossa opinião!

terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

O jogo do amor

Vejo por aí muitas pessoas que perderam a fé no amor. Muitas, não consigo distinguir se de facto perderam a fé ou se usam essa descrença como uma armadura para parecerem mais fortes. Mas a questão é: o amor torna-nos mais fracos? Fracos não sei mas pelo menos mais vulneráveis. Disso não tenho dúvida.
Muito difícil é também descortinar os contornos daquele sentimento antes do amor. Que muitas vezes achamos que é amor. Até acabar. Aí dizemos com toda a seriedade "aquilo não era amor". Todos nós (ou quase todos, vá...) já passámos por situações como esta, muitos, mais do que uma vez. Costumo dizer que viver é muito difícil por vezes. E se durante algum tempo os jogos são aliciantes, desafiadores e nos dão vontade de arriscar, a verdade é que só é bom até determinada aposta. Depois, perde a graça e o prémio deixa de parecer tão importante.
Mas infelizmente para chegarmos a esta conclusão, precisamos de jogar e muitas vezes perder, outras ganhar. Precisamos de saber as regras todas para conscientemente dizermos: não quero jogar mais.

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Amigos aos 4 anos


Diálogo esta noite com o meu filho de 4 anos:


...

eu - qual é o menino mais chato da tua escola?

ele - o Luis, porque está sempre a bater

eu - que mau! e como se chama o amigo que tu gostas mais?

ele - (pensou uns segundos) o Luis...

eu - mas não era ele que tu não gostavas porque batia?

ele - era, mas ele hoje não bateu!

eu - ah! pensava que era o Tomás

ele - já não é. ele não empurra o meu carro!


... (momentos depois)


ele - vou dizer quem está no meu coração: a mamã, o papá, o mano, o cão, a prima, o primo, os tios, os avós... todos estão! Menos o Duarte que hoje bateu.

eu - (a mandar verdes) e a namorada do papá?

ele - (socialmente correcto) não está! (silêncio) também está (mais um silêncio de reflexão) mas tu estás em todo o meu coração, nos meus ossos, nos meus pulmões... em todo o lado!


A vida é tão simples e doce quando temos 4 anos!

Pressa de viver

Acho que há pessoas com pressa de viver. Sério, sim, existem. Sabem aquelas pessoas que quando são adolescentes querem ser adultas à força ou ainda aquelas que quando entram na idade adulta querem esquecer o lado adolescente ou infantil?
Conheço algumas pessoas assim e muitas vezes tenho resistido ao impulso de me sair com uma tirada altamente irónica ou mesmo sarcástica. Adoro o exemplo da amiga que num fim de semana saiu e consumiu álcool suficiente para a deixar à beira de um coma e, 3 semanas depois, num jantar dizia para quem a quisesse ouvir que "já não tinha paciência para as noitadas", "já passei essa fase", reforçava. Dá-me vontade de rir esta ideia que as pessoas têm de achar que são mais adultas porque não saem à noite, ou porque de repente (mesmo de repente) têm uma aliança no dedo, ou um filho na barriga. Queres ver que é isso que te faz adulto e eu ainda não tinha percebido?

quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Descontentamento feminino


Devemos realmente ser as criaturas mais paradoxais e confusas do universo! Dou o braço a torçer... nessa critica os homens têm razão! Não sabemos o que queremos e estamos sempre descontentes: se um homem está louco para ter sexo criticamos: "só pensam nisso, têm o cérebro "lá em baixo", interesseiros, não ligam à parte emocional, tratam-nos como um objecto, etc." . Se eles conversam muito e "fogem" do encontro sexual (comportamento normalmente associado ao sexo feminino) comentamos: "será que não me acha atraente? será impotente? já arranjou outra... não está interessado... maricas..."




Arre feitio torto!!

Será possivel conciliar os dois Ms?


Cenário: jantar de amigas.

Intervenientes: 3 mães e 1 grávida.

Tema de conversa: biberões de plástico ou de vidro? trabalhos de parto, esterilizar até quando, o que não comer enquanto amamentamos, como escolher um bom infantário (com os respectivos prós e contras de cada um) e uma boa escola primária (com troca de todas as informações ouvidas nos últimos anos), marcos do desenvolvimento (normal versus patológico), características essenciais da cadeira para comer, vale a pena comprar ou não a bomba de leite, devem as crianças ver quantas horas de tv por dia? como evitar gretas nas mamas, parto normal ou cesariana, acessórios para o banho, etc. etc.

Concurso: qual a melhor mãe? a mais paciente? a que tem mais trabalho? a que estimula na dose certa? a que é securizante sem ser superprotectora?

Pensamentos durante o jantar: o que é que interessa? em África criam crianças e não pensam nisso! Será que esta gente não f...? não pensa em coisas completamente fúteis?

Depressão decorrente: eu também já fui assim?! ainda serei? mudei para melhor ou para pior? será que sou negligente por passar o jantar a desejar mudar de assunto? será que me interesso menos pelos meus filhos do que antes? serei egoista e egocêntrica por estar-me a "marimbar" para estes assuntos? serei emocinalmente ausente?

Pergunta existêncial: será possível conciliar a Mãe com a Mulher? Será que estou a conseguir conciliar estes dois Ms, ou pelo contrário só consigo apostar num deles?

Resposta óbvia: claro que sim!

Contracenso: eu era a única divorciada do grupo...

Nova pergunta existêncial: será que sou a única divorciada do grupo porque não sou assim? será isto que se espera de uma mulher casada? ou pelo contrário, será que foi por ser assim que fui "trocada" por uma analfabeta de 21 anos?